Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores quer o fim dos cobradores de ônibus em Caxias

O vereador Maurício Marcon (sem partido), defendeu alternativas para viabilizar a operação do transporte coletivo em Caxias do Sul. Na sessão da Câmara de Caxias desta quarta-feira (6), o parlamentar informou que protocolou uma indicação ao prefeito Adiló Didomenico (PSDB), que solicita a não obrigatoriedade dos cobradores de ônibus.

A proposta pode por fim a função de cobrador de ônibus. O documento de autoria coletiva é assinado também pelos vereadores Ricardo Daneluz (PDT), Adriano Bressan (PTB), Alexandre Bortoluz (PP), Maurício Scalco (Novo) e Sandro Fantinel (Patriota).

“Hoje, existe uma obrigatoriedade de 20% dos ônibus terem cobradores, e a gente sabe que já é algo que não é mais necessário. (…) A tecnologia nos trouxe inovações que já tornam isso não ser mais necessário”, defende Marcon, que preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores.

Na semana passada, o diretor-geral da Visate, Gustavo Marques dos Santos, apresentou a situação financeira da empresa para os vereadores que compõe a Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação do Legislativo. Na oportunidade, o representante da concessionária informou que busca um subsídio da Prefeitura de Caxias do Sul no valor de R$ 3 milhões por mês.

Segundo a indicação, o diretor da Visate descartou a possibilidade de demissões caso decidam pelo fim dos cobradores de ônibus de Caxias. O texto diz ainda que todos os funcionários serão realocados em outros setores da empresa.

“Só que existe uma preocupação com esses cobradores, para onde eles iriam, porque a gente sabe que se a gente puder evitar demissões, é o que a gente tem que sempre fazer. Nas palavras do Gustavo, caros colegas, em um ano eles seriam realocados dentro da empresa”, comentou na sessão.

O documento diz também que o fim dos cobradores representa uma economia de aproximadamente R$ 800 mil, e que o valor ajudará na redução do valor da tarifa. Já na sessão, Marcon disse que o mesmo valor iria contribuir “no não aumento” da passagem.

Contrário ao subsídio direto (recurso do orçamento), Marcon também sugeriu, por exemplo, que proprietários de imóveis com três, quatro ou cinco garagens deve pagar taxa de IPTU mais alta.

“A pessoa que tem mais condições que vai estar ajudando a contribuir. Porque se a gente simplesmente pega e tira do caixa único, a mesma pessoa humilde que está pagando uma passagem cara está pagando através de impostos, de forma indireta, para subsidiar a sua própria passagem. Ou seja, isso não traz equilíbrio social nenhum”, ponderou Marcon.

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